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'A transição não começou', diz opositora venezuelana ao sair da clandestinidade
Delsa Solórzano apresentou-se nesta terça-feira (27) para trabalhar pela primeira vez em 17 meses. A líder opositora saiu do que chama de "refúgio" com o objetivo de contribuir para uma transição que afirma ainda não ter começado na Venezuela.
A última aparição pública de Delsa havia sido no alto de um caminhão durante um protesto, em agosto de 2024. Ao seu lado estavam a ganhadora do Nobel da Paz María Corina Machado e outros líderes que também acabaram na clandestinidade ou na prisão.
Delsa compareceu à sede de seu partido, Encuentro Ciudadano (Encontro Cidadão, em português), e compartilhou nas redes sociais imagens do seu primeiro discurso. Mas seu retorno à vida pública é cauteloso.
O chavismo se mantém no poder após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. A presidente interina Delcy Rodríguez fala de um "novo momento político" no país.
"Acreditamos que a Venezuela esteja em uma nova etapa e acho que todo o país sente isso", disse Delsa, 54, à AFP. "A transição ainda não começou" e somente "vai se consolidar quando houver eleições livres”, ressaltou a ex-parlamentar.
Segundo a Constituição venezuelana, em caso de ausência temporária do presidente, a vice assume o poder por um período de 90 dias, prorrogáveis por três meses. Porém, em 3 de janeiro, quando a Justiça venezuelana emitiu a sentença que concedeu a Delcy o controle do país, mencionou uma "ausência forçada", um termo que não existe na lei. Por isso, o filho de Maduro descartou, neste momento, a realização de novas eleições.
- 'Reciclar a dor' -
Delsa é uma estudiosa das transições. Ela explicou que cada processo é diferente e que a Venezuela não será uma exceção.
A opositora insistiu em que o país exige uma reinstitucionalização, o que levará tempo. Mas, em um futuro imediato, um primeiro passo "fundamental e evidente", segundo ela, passa pela libertação de todos os presos políticos, centenas dos quais ainda estão atrás das grades.
"Que abram as portas das prisões. Que outra amostra se pode dar de que a perseguição acabou, de que esta é realmente uma nova etapa para a Venezuela, senão encerrando a perseguição? Por que insistir em reciclar a dor?", questionou Delsa.
O governo afirma que libertou cerca de 800 presos, um número questionado por ativistas.
- Canal aberto com os EUA -
Delsa destacou "o canal aberto" entre Delcy e o governo de Donald Trump. Os dois assinaram acordos petrolíferos e trabalham para retomar as relações diplomáticas, rompidas em 2019.
"Declaram todos os dias que conversam. O problema é que o povo venezuelano não está nessas conversas diárias. O desafio, então, é como fazer o povo da Venezuela ser ouvido", disse a opositora.
"Tem que haver uma representação do povo real. Isso se trabalha aos poucos. Vamos ver se é verdade, e como a intermediação funciona", acrescentou Delsa.
- Refúgio -
A opositora evita dar detalhes sobre o tempo em que ficou escondida. "Não chamo de clandestinidade, e sim de refúgio. É um assunto pessoal, cada um vive a sua perseguição como bem entender. Estou na Venezuela, assim como toda a minha família. Não é a mesma realidade daqueles que mandaram seus filhos para fora", ressaltou.
Delsa afirmou que não saía nem se encontrava com ninguém. Disse que retornou à vida pública para trabalhar por uma mudança política na Venezuela: "É uma questão de responsabilidade para com o país. A transição precisa ser construída, trabalhada, e deve-se trabalhá-la com união."
A opositora ressaltou que não voltará para seu refúgio. "Estou trabalhando no meu escritório."
F.Bennett--AMWN