-
Líder da UE propõe status de 'membro associado' para o Canadá
-
Líbano quer acordo com Israel e desarmar o Hezbollah sem confronto, diz presidente
-
Desabamento de edifício em Gaza deixa 20 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Papa faz alerta contra a dependência dos algoritmos
-
UE propõe proibição das redes sociais aos menores de 13 anos
-
Três mortos em acidente de helicóptero de notícias em Los Angeles
-
CEO da Meta rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA
-
Arábia Saudita acusa houthis de ataque contra Meca
-
EUA prepara pacote de armas bilionário para Israel (imprensa)
-
Assassinatos de ativistas ambientais dobraram em 2025 no Brasil (Global Witness)
-
Fluminense perde para Platense (2-1), mas avança à semifinal da Libertadores
-
Artistas abandonam turnê de Ed Sheeran em apoio a rapper pró-Palestina
-
Técnico da Venezuela deixa Soteldo e Savarino fora de amistosos na Ásia
-
Real Madrid vence Elche com gol salvador de Espí
-
Salvadorenhos denunciam perda de direitos sob governo Bukele
-
Presidente da Finlândia afirma à AFP que Trump "fez bem à Otan"
-
Democratas acusam diretor do FBI de intimidar jornalistas
-
Liverpool elimina Tottenham na Copa da Liga Inglesa; Arsenal também avança
-
Riade e Cairo exigem livre navegação no Mar Vermelho ante bloqueio de rebeldes do Iêmen
-
Messi se despedirá da Argentina em amistoso em outubro, em Buenos Aires
-
México autoriza entrada de militares dos EUA para treinamento
-
Trump anuncia fechamento do Kennedy Center após juiz vetar rebatizá-lo com seu nome
-
Promotores não pedirão pena de morte para filho do cineasta Rob Reiner
-
Lens demite técnico Dino Toppmöller após seis jogos
-
Guerra com Irã custou US$ 38 bi aos EUA, diz Escritório do Orçamento do Congresso
-
Alex Saab, ex-aliado de Maduro, se declara culpado de lavagem de dinheiro nos EUA
-
James Rodríguez anuncia aposentadoria da seleção da Colômbia
-
Helen Mirren mergulha na psicologia de Patricia Highsmith em 'A Talent For Murder'
-
Argentina anuncia primeiros amistosos após saída de Messi
-
Empresa de IA Mistral critica atores que buscam 'fortalecer sua posição no mercado'
-
Juiz decide que nome de Trump não pode ser reincorporado ao Kennedy Center
-
Morre aos 85 anos, em Paris, documentarista chileno Patricio Guzmán
-
OpenAI, Anthropic e Google buscam criar órgão de supervisão de riscos da IA
-
Nairóbi será sede do Mundial de Atletismo em 2029, o primeiro na África
-
Itália e Espanha mantêm controle de fronteiras após crise migratória em Ceuta
-
Volta às aulas marcada pelo medo em região devastada por terremotos na Venezuela
-
Trump critica decisão 'horrível' da Suprema Corte sobre voto por correio
-
Camp Nou será sede da final da Liga dos Campeões de 2029
-
Arábia Saudita e Egito exigem livre navegação no Mar Vermelho diante de bloqueio de rebeldes do Iêmen
-
Ex-funcionário do Google afirma que 'a IA tem o potencial de nos matar'
-
Justiça francesa condena auxiliar escolar por abusos sexuais de crianças
-
Canadá continuará sendo o 'parceiro mais importante' dos EUA em áreas-chave, diz primeiro-ministro
-
Arquiteto chinês Ma Yansong harmoniza natureza com 'sensação futurista'
-
STF inicia sessão inédita com Moraes na mira
-
Ex-presidente filipino Duterte sofre de perda significativa de memória, diz sua defesa
-
'Está nos deixando mais burros', população mundial divide opiniões sobre a IA
-
Turquia prende dezenas de manifestantes que protestavam contra a repressão LGBTQIA+
-
China e Rússia alertam contra a militarização do espaço após anúncio dos EUA
-
Rússia realizará eleições sem suspense sob a sombra da guerra na Ucrânia
-
Países Baixos expõem grande coleção de Van Gogh pela primeira vez em 40 anos
'Não deveríamos temer a nova ordem mundial', diz secretário-geral da OEA
A América Latina e o Caribe não devem temer uma "nova ordem mundial", disse o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, em entrevista à AFP, após quase um ano no cargo e várias crises na região.
Ramdin afirmou que mantém diálogo com países que não participam dos trabalhos da OEA, como a Venezuela, e também com o principal membro do bloco, os Estados Unidos, que declararam abertamente considerar a região como sua área de influência exclusiva, sob suas próprias regras.
"Um único país não pode cuidar de tudo. Qualquer país precisa de ajuda", disse.
PERGUNTA: O senhor descreve uma situação otimista, mas na região temos ataques militares contra lanchas no Caribe, um bloqueio petrolífero a Cuba, operações agressivas contra o narcotráfico, como as do Equador com os Estados Unidos...
RESPOSTA: Ficar sentado esperando que as coisas mudem e se resolvam de outra forma não é como eu funciono. Tampouco sou dos que dizem que isto está errado ou aquilo está errado.
Temos muitos desafios em termos de democracia, de conflitos sociais específicos em nossas sociedades, de conflitos políticos, de questões eleitorais. Mas também precisamos reconhecer que percorremos um longo caminho. Viemos de uma situação em que a maioria dos nossos países vivia sob ditaduras. Esse já não é o caso.
P: A região precisava de um choque como o que está sendo o segundo mandato de Donald Trump?
R: Alguns dirão que não é benéfico, outros dirão que é imprevisível. Diplomatas como eu estão acostumados à previsibilidade. Bem, esta é uma nova política externa. A ordem mundial está mudando. E não deveríamos temer essa nova ordem mundial. Ela chegará, queiramos ou não.
P: O que acha da Doutrina Donroe do presidente Trump?
R: Não quero comentar nenhum tipo de doutrina. Conheço o termo, assim como o termo MAGA [Make America Great Again]. MAGA pode ser traduzido como algo em que os Estados Unidos também acreditam: podemos dizer que os Estados Unidos, como o país maior e mais rico, querem tornar as Américas maiores. Todos nós nos beneficiaríamos se tivermos mais prosperidade, mais comércio regional, mais investimentos.
P: O senhor acredita que a Venezuela poderia voltar à OEA como membro pleno este ano?
R: Com as condições adequadas. Eu gostaria de ver os 35 países independentes à mesa da OEA. Isso inclui Cuba, Nicarágua, Venezuela.
P: Os Estados Unidos disseram que primeiro querem estabilidade econômica, abertura e depois transição política na Venezuela. O senhor se sente confortável com isso?
R: Acompanhamos de perto a situação na Venezuela. Espero uma situação em que todos possamos estar convencidos de que a atual administração liderada pela presidente Delcy Rodríguez está tão firme e solidamente no poder que saibamos que existe estabilidade. Isso é o mais importante para nós neste momento, porque nos dará espaço para criar aberturas rumo à transição. Não estou falando de um interesse comercial; isso cabe aos países decidirem bilateralmente.
P: Os Estados Unidos são o principal contribuinte da OEA. Mas o Departamento de Estado, em sua proposta de orçamento, quer cortar recursos, escolhendo os temas da organização que está disposto a financiar.
R: Minha resposta é a seguinte: acredito que avançamos muito desde que comecei aqui em junho. No início, em nossas conversas com os Estados Unidos, havia ceticismo: "vamos cortar isto ou aquilo". Mas, no que diz respeito à OEA, isso não aconteceu. Eles pagaram tudo o que deviam de 2025, não cortaram um centavo para 2026.
Mantive conversas com o Departamento de Estado, com a Casa Branca, com o Congresso. Em todos esses lugares encontramos ceticismo. Mas eu disse a eles: deem-nos uma oportunidade.
P.Martin--AMWN