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Mali se recupera de onda de ataques jihadistas no fim de semana
Uma calma frágil reinava no Mali nesta segunda-feira (27), após dois dias de intensos combates entre o exército e jihadistas aliados a separatistas tuaregues.
Diversas áreas do Mali foram alvo de uma ofensiva coordenada lançada na madrugada de sábado por rebeldes tuaregues da Frente de Libertação de Azawad (FLA) e do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), vinculado ao jihadismo.
O país africano tem sido assolado por conflitos e ações violentas de diversos grupos jihadistas há mais de uma década.
O general Assimi Goita, que chefia a junta militar que tomou o poder em 2020, não foi visto nem fez declarações públicas desde o início das hostilidades. Uma fonte de segurança do Mali disse à AFP que ele está em um local seguro.
Após dois dias de intensos combates entre soldados do Mali e grupos armados, a capital, Bamako, e Kati, um reduto da junta militar cerca de 15 quilômetros ao norte, amanheceram em um clima de calmaria nesta segunda-feira.
Jornalistas da AFP viram carros incendiados e marcas de balas.
A região do aeroporto também estava tranquila nesta segunda-feira. Apenas alguns aviões militares sobrevoavam a região em intervalos regulares.
O ministro da Defesa, Sadio Camara, de 47 anos, figura-chave da junta militar, morreu no sábado em um atentado com carro-bomba contra sua casa em Kati, informou o governo em um comunicado divulgado na noite de domingo.
Sua esposa e dois de seus netos também morreram, segundo familiares e um funcionário.
A aliança entre os rebeldes tuaregues, que buscam a independência de uma região do norte, e os jihadistas ligados à Al-Qaeda agrava ainda mais a crise de segurança no país.
Os rebeldes tuaregues disseram à AFP que chegaram a um acordo que permite a retirada das forças do Africa Corps russo, que apoiam o exército do Mali, de Kidal, cidade que eles alegam ter "totalmente" sob seu controle.
O exército do Mali havia retomado Kidal, um reduto tuaregue, em novembro de 2023 com a ajuda do grupo paramilitar russo Wagner, acabando com mais de uma década de controle rebelde.
O.Norris--AMWN