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Primeiro contágio de hantavírus em cruzeiro não poderia ter ocorrido no navio ou em escala, segundo OMS
O primeiro caso de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius não poderia ter acontecido a bordo nem durante uma escala, pois o tempo de incubação indica um contágio anterior à saída da Argentina em abril, disse à AFP uma especialista da OMS.
A embarcação zarpou de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, para um cruzeiro pelo Oceano Atlântico até Cabo Verde, aonde chegou no domingo (3) com cerca de 150 passageiros e tripulantes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi alertada no sábado sobre um surto raro, mas mortal, de hantavírus a bordo do MV Hondius, determinou que o primeiro contágio deve ter acontecido antes que começasse o cruzeiro.
De oito casos confirmados e suspeitos de hantavírus, um passageiro holandês de 70 anos foi o primeiro a adoecer. Começou a apresentar sintomas como febre, cefaleia e diarreia leve em 6 de abril, desenvolveu dificuldade respiratória em 11 de abril, e faleceu a bordo nesse mesmo dia, informou a OMS.
"O período de incubação — o tempo entre a infecção e o surgimento dos sintomas — varia entre uma e seis semanas", mas geralmente "é de duas a três semanas", explicou à AFP Anais Legand, especialista em febres hemorrágicas virais da OMS.
Portanto, o primeiro caso de contágio "não poderia ter ocorrido no barco, nem em uma das ilhas" nas quais fez escala a caminho de Cabo Verde. O homem "claramente teve exposição [ao vírus] antes de embarcar [...] sem dúvida vinculada a um roedor", apontou.
Das três pessoas falecidas, apenas a esposa do holandês, de 69 anos, testou positivo até agora para o hantavírus.
A mulher apresentava sintomas gastrointestinais quando acompanhou o desembarque dos restos mortais de seu marido no remoto território britânico de Santa Helena em 24 de abril. No dia seguinte, pegou um voo para Joanesburgo, na África do Sul, e faleceu em 26 de abril.
Também se suspeita que uma passageira alemã morreu de hantavírus no barco em 2 de maio.
Outros dois passageiros que estavam a bordo e estão sendo atendidos em hospitais de Joanesburgo e Zurique, na Suíça, também testaram positivo, e três pessoas com casos suspeitos foram retiradas do barco e levadas em avião aos Países Baixos.
O navio, ancorado desde o domingo em frente à capital cabo-verdiana, Praia, zarpou nesta quarta-feira (6) com destino às Ilhas Canárias, na Espanha.
O hantavírus costuma ser transmitido a partir de roedores infectados através da urina, das fezes e da saliva. Apenas existe transmissão documentada de pessoa para pessoa para uma cepa, o vírus Andes, detectado em ambos os casos confirmados do cruzeiro que ainda estão vivos.
- Casos na Argentina -
A taxa de letalidade do vírus Andes pode chegar a 40%, o que é "elevado", indicou Legand.
"Para este vírus, não há evidência de que a doença possa ser transmitida a alguém antes que surjam os sintomas", afirmou, e ressaltou que o maior risco de transmissão ocorre durante a primeira semana da doença.
Segundo as primeiras evidências das quais a OMS dispõe, o vírus Andes só pode ser transmitido de uma pessoa para a outra em casos de contato próximo.
Legand citou como exemplo uma "troca de saliva" quando um casal se beija, e destacou que as investigações continuam para compreender melhor a transmissão de pessoa para pessoa desta cepa.
O casal de holandeses que faleceu passou por Chile, Uruguai e Argentina antes de embarcar no cruzeiro, informaram autoridades sanitárias argentinas.
Segundo dados publicados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde argentino, este ano foram notificados 42 novos casos de hantavírus no país.
Desde 1996, quando o registro passou a ser obrigatório, não foi identificada a presença da cepa Andes na província de Terra do Fogo, cuja capital é Ushuaia. Por outro lado, o vírus circula nas províncias de Chubut, Río Negro e Neuquén, na Patagônia argentina, bem como no sul do Chile.
- Equipe da OMS a bordo -
Um dia antes de os três casos suspeitos serem evacuados do MV Hondius nesta quarta-feira, dois representantes da OMS subiram no navio para realizar uma avaliação da exposição e ajudar a tripulação a manter os passageiros devidamente informados e tranquilos, explicou Legand.
Espera-se que o cruzeiro chegue a Granadilla, na ilha de Tenerife, "em um prazo de três dias", segundo as autoridades espanholas.
"As conversas entre os responsáveis no barco, as autoridades nacionais, e também as autoridades médicas e a OMS continuam", declarou à AFP o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
Isso serve "para estabelecer o protocolo uma vez que o barco atraque no porto, como se atenderá da melhor maneira possível as pessoas a bordo, com que rapidez poderão ser desembarcadas, mas também como fazê-lo com segurança", apontou.
Os corpos das três pessoas falecidas não foram transferidos, segundo Legand. Permanecem em Santa Helena, Joanesburgo e em uma câmara frigorífica do MV Hondius.
D.Kaufman--AMWN