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EUA impõe sanções contra cinco empresas cubanas e nora de Raúl Castro
O governo americano anunciou, nesta terça-feira (23), sanções contra cinco companhias cubanas afiliadas ao conglomerado empresarial Gaesa, sob controle militar, bem como contra a esposa do filho de Raúl Castro, Annalie Lilliam Rueda Cardero.
As empresas sancionadas são Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas empresas estatais do setor da mineração: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, conhecida popularmente como Antillana de Acero, a maior siderúrgica do país.
A Rafin e o Banco Financiero Internacional são "instituições financeiras vinculadas à Gaesa" encarregadas de "movimentar dinheiro em representação do regime", explicou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado.
A Almacenes Universales é a empresa logística da Gaesa, o grande conglomerado militar-empresarial que, segundo o Departamento de Estado, é a principal fonte de recursos do Estado cubano e que também é sancionada.
"A Gaesa segue funcionando como o músculo financeiro por trás do aparato repressivo de segurança do regime cubano", assegurou Rubio no comunicado.
Desde o começo do ano, a pressão de Washington sobre a ilha comunista, que vive sua pior crise econômica em décadas, vem crescendo.
"O governo dos Estados Unidos, liderado por seu desonesto e mentiroso secretário de Estado, continua adotando medidas para apertar o cerco à economia de Cuba (...). O que esse indivíduo promove a partir da maior potência do mundo é um crime", reagiu no X o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
Os Estados Unidos impõem, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, que exacerbou os problemas energéticos.
Além disso, aumentou nas últimas semanas a lista de empresas e personalidades do regime sob sanções.
Em 5 de junho, o Departamento de Estado anunciou sanções contra o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.
Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, líder histórico sobrevivente da Revolução de 1959, foi um dos sancionados.
Rubio explicou que a esposa dele agora passa a fazer parte da lista.
Alejandro Castro Espín, de 60 anos, foi um ator-chave nas negociações secretas entre Cuba e Estados Unidos que levaram ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2015.
Esta nova lista de sanções implica que todas estas empresas e pessoas não podem estabelecer nenhum tipo de relação econômica com pares nos Estados Unidos, nem acessar o sistema financeiro do país.
Qualquer tipo de propriedade ou ativo nos Estados Unidos fica igualmente bloqueado.
Segundo veículos de imprensa, parte da família política de Alejandro Castro Espín reside na Flórida.
O.Norris--AMWN