-
Medo e ressentimento: a violência contra figuras da IA
-
Guerra no Irã ameaça levar mais de 30 milhões de pessoas à pobreza
-
Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia
-
Estocolmo faz experimento com cafeteria totalmente gerida por IA
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Goleiro argentino do Zaragoza é suspenso por 13 jogos após dar soco em adversário
-
Potapova vence Pliskova e vai às semifinais do WTA 1000 de Madri
-
Dois judeus feridos em ataque com faca em Londres
-
Chefe do Pentágono prestará esclarecimentos ao Congresso sobre a guerra no Irã
-
Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros
-
Empresa de limpeza viraliza no Japão por serviço de 'spa para pelúcias'
-
UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos ao Facebook e Instagram
-
Empresário espanhol acusado em esquema de corrupção aponta diretamente para Pedro Sánchez
-
Influente ex-primeiro-ministro tailandês deixará prisão em maio
-
Ouro perde brilho na guerra no Oriente Médio
-
Prêmio Princesa de Astúrias premia a 'madrinha do punk' Patti Smith
-
Ator Sam Neill, de 'Jurassic Park', diz que superou câncer
-
'É melhor ficarem espertos!', adverte Trump ao Irã diante de impasse nas negociações
-
A destruição de florestas tropicais desacelerou em 2025, mas continua preocupante
-
Justiça suspende direitos de voto da Eagle na SAF do Botafogo
-
Fifa aumenta premiações para a Copa do Mundo de 2026
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
Licença de emissora de TV passará por revisão após críticas de Trump a apresentador
-
Enviada de Trump na Ucrânia deixará cargo após um ano
-
Fifa afirma que Infantino desconhecia pedido de escolta policial no Canadá
-
Ex-diretor do FBI é acusado de ameaçar a vida de Donald Trump
-
'Independência': países em Santa Marta pedem fim do uso de combustíveis fósseis
-
PSG vence Bayern (5-4) no jogo de ida da semifinal da Champions
-
Trump terá sua foto impressa nos passaportes americanos
-
Sabalenka é eliminada por Haley Baptiste nas quartas de final do WTA 1000 de Madri
-
Artista francês se tranca em jaula para denunciar domínio das 'big techs'
-
Charles III pede que EUA se mantenha fiel aos aliados ocidentais
-
Ex-diretor do FBI e desafeto de Trump é alvo de nova acusação judicial
-
"Terei minhas chances", diz Jódar, antes do duelo contra Sinner em Madri
-
Jogadores que taparem a boca em discussões na Copa de 2026 poderão ser expulsos
-
Militares mataram quase 7.900 civis entre 1990 e 2016 na Colômbia
-
Blockx vence Francisco Cerúndolo e vai às quartas do Masters 1000 de Madri
-
Atlético de Madrid aposta no 'faz-tudo' Llorente para conquistar vaga na final da Champions
-
Musk e Altman se enfrentam em julgamento sobre a OpenAI
-
'The White Lotus' escala Laura Dern para quarta temporada
-
Luca Zidane sofre fratura na mandíbula a um mês e meio da Copa do Mundo
-
Chefe da junta militar do Mali recebe embaixador da Rússia
-
Jódar vence Kopriva e vai enfrentar Sinner nas quartas do Masters 1000 de Madri
-
John Stones vai deixar o Manchester City após dez anos como 'Citizen'
-
Trump diz ao rei Charles III que EUA 'não tem amigos mais próximos que os britânicos'
-
Banco JPMorgan Chase é o novo patrocinador do COI
-
EUA analisa recente proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Musk e Altman, frente à frente em ação judicial sobre a OpenAI
-
Ruud sofre para vencer Tsitsipas e vai às quartas de final em Madri
-
Londres, em pé de guerra contra a praga do roubo de celulares
Pesquisadores universitários dos EUA temem futuro sob Trump
Universidades ameaçadas com cortes de fundos federais, programas de pesquisas à beira do fechamento, professores e corpo docente passíveis de serem presos e deportados por suas opiniões políticas: a educação superior americana está submetida a uma forte pressão pelo governo de Donald Trump.
Ante a possibilidade de perder 400 milhões de dólares (2,3 bilhões de reais) em subsídios federais, a Universidade de Columbia de Nova York cedeu às mudanças exigidas por Trump, que havia acusado a instituição da Ivy League de tolerar o antissemitismo por permitir manifestações pró-palestinas em seu campus.
Outra importante instituição, a universidade Johns Hopkins, em Baltimore, viu evaporar 800 milhões de dólares (4,6 bilhões de reais) em fundos eleitorais, o que a levou a anunciar mais de 2.000 demissões.
Milhares de pesquisadores que contribuem para alguns dos maiores avanços médicos e científicos do mundo tentam reduzir danos, ou se preparam para sua demissão.
A coerção da administração Trump "faz parte de uma estratégia autoritária clara destinada a esmagar a liberdade acadêmica e a pesquisa crítica na educação superior americana", declarou Todd Wolfson, presidente da Associação Americana de Professores Universitários (AAUP, em sua sigla em inglês).
As "exigências sem precedentes de Trump e as ameaças de ações similares contra 60 universidades geraram instabilidade e um profundo efeito paralisante nos campi universitários de todo o país", alertou a AAUP essa semana.
A volta do republicano ao poder trouxe com ele decisões impactantes, como a proibição repentina do ensino de algumas disciplinas, o congelamento de bilhões de dólares em fundos de pesquisa e, até mesmo, a demissão de docentes por suas opiniões políticas.
"Há um medo e uma incerteza latentes", declarou à AFP uma pesquisadora em astronomia de Boulder, Colorado, sob condição de anonimato. "Qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento".
- Clima de medo -
Quando um cientista francês foi proibido de entrar nos Estados Unidos devido à sua opinião sobre as políticas de pesquisa da administração Trump (obtida após uma revista em seu telefone, segundo informou seu governo), a preocupação aumentou ainda mais.
Washington nega que essa foi a razão pela qual o docente europeu não pôde entrar no país.
O clima de medo continuou a aumentar após a recente prisão para posterior deportação (suspensa depois por um juiz) de um pesquisador de pós-doutorado indiano da Universidade de Georgetown por seus supostos vínculos com o grupo palestino Hamas.
A universidade, com sede em Washington, afirmou que apoia o direito ao debate aberto no campus, "mesmo que as ideias subjacentes sejam difíceis, controversas ou questionáveis".
Os pesquisadores alertam que o próprio vocabulário que utilizam em seu trabalho, desde "diversidade" até "vacinas" e "clima", põe em risco financiamentos por parte do governo.
Se a ciência for regulada "por pessoas distantes da ciência, deixa de ser ciência e se torna política", declarou à AFP um cientista com 30 anos de experiência em pesquisa biomédica.
A força do sistema de ensino superior americano reside em sua capacidade de "criar e transferir conhecimento e participar da pesquisa" e de inovar em prol do bem público, afirmou Lynn Pasquerella, presidente da Associação Americana de Colégios e Universidades (AACU, em sua sigla em inglês).
Mas conseguir esses objetivos "pressupõe a livre troca de ideias" e a autonomia das instituições educacionais.
- Perfil discreto -
Diversos pesquisadores "escolhem ter um perfil discreto", o que destaca a atmosfera de medo reinante, disse a pesquisadora do Colorado.
"Mesmo que você seja como eu, uma cidadã americana (...), você se pergunta se ainda tem liberdade de expressão e se sofreria consequências por protestar contra a política de Trump".
Para um estudante de genética, que não quis se identificar, o silêncio de sua instituição escolar localizada no leste dos EUA sobre esses temas é muito preocupante. "Não se falou disso nem se mostrou transparência, apesar de a universidade parecer estar em chamas", disse.
Diversos pesquisadores se negam, por sua vez, a admitir que algo assim está acontecendo em um país que há muito tempo se considera academicamente estável e acolhedor.
Alguns se perguntam sobre seu futuro profissional nos Estados Unidos.
A pesquisadora em astronomia lembrou ter lido publicações nas redes sociais de colegas que escreviam coisas como: "Preciso de informações sobre como obter um visto para a Espanha". E ela mesma não descarta explorar oportunidades de trabalho no exterior.
M.A.Colin--AMWN