-
Humala é solto após anulação de sentença no Peru
-
Fifa retira plano de investimento privado após reação mundial negativa
-
Incêndio é controlado na Catedral de São Basílio, em Moscou
-
Presidente da Costa Rica acusa magistrados da Suprema Corte de serem "golpistas"
-
Venezuela retoma resgate de corpos em prédio demolido após terremotos
-
Os números por trás da corrida por alternativas à exportação de petróleo via Ormuz
-
Conmebol solicita à Fifa 'informações adicionais' sobre projeto de investimento privado
-
CEO da Hugging Face pede que OpenAI assuma responsabilidade por ciberataque
-
Wall Street fecha impulsionada pela Amazon após um mês de altos e baixos
-
Atual campeão, De Minaur é eliminado por Nakashima nas quartas do ATP 500 de Washington
-
Argentina e Coreia do Sul assinam memorando para cooperação em minerais críticos
-
Peru anuncia 'incorporação' próxima ao Escudo das Américas, promovido pelos EUA
-
Wembanyama renova com a Nike e terá tênis com sua assinatura
-
Explosões israelenses perto de castelo ameaçam acordo-quadro, diz Líbano
-
Com gol de Douglas Luiz, Juventus vence Nice (2-0) em amistoso em Turim
-
Grécia evacua parte do subúrbio de Atenas devido a incêndio
-
Avalanche de migrantes paralisa vida cotidiana em Ceuta
-
Itália suspende livre circulação com Espanha após onda migratória em Ceuta
-
Vozinha adia chegada ao futebol chileno 'por motivos pessoais'
-
Rubio considera "feito extraordinário" a crescente influência dos EUA na América Latina
-
Emerse Faé deixa cargo de técnico da Costa do Marfim
-
Paraguai manifesta rejeição a declarações de Lula sobre guerra no século XIX
-
Messi é dúvida do Inter Miami contra Columbus Crew; rodada da MLS tem duelo Son-Thomas Müller
-
OpenAI anuncia que tem mais de um bilhão de usuários ativos
-
Mudryk, suspenso por doping, é liberado para voltar a jogar pelo Chelsea
-
Eddie Howe deixa cargo de técnico do Newcastle
-
Grécia evacua parte de um subúrbio de Atenas devido aos incêndios
-
Justiça do Peru anula sentença do ex-presidente Humala no caso Odebrecht
-
Entrada de 60.000 migrantes no enclave espanhol de Ceuta desata crise europeia
-
Participação de opositora Machado em diálogos na Venezuela é 'fundamental', diz ex-ministro
-
Espanhol Santi Denia é o novo técnico da República Tcheca
-
Franco Baresi, lendário zagueiro italiano, morre aos 66 anos
-
Nova York processa Kalshi, gigante do mercado de apostas online
-
Enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, plataformas que atraem imigração irregular para a Europa
-
Sonda japonesa realiza sobrevoo mais próximo de um asteroide já registrado
-
Aumenta oposição ao projeto de investimento privado da Fifa e Infantino fica sob pressão
-
Rumores e alvoroço semeiam caos na fronteira entre Marrocos e Ceuta
-
O que se sabe sobre a entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta?
-
Alpinista Nirmal Purja desaparece junto com outras nove pessoas após avalanche no Paquistão
-
Após incêndios na Espanha e França, chamas devastam ilha grega de Creta
-
O que se sabe sobre o acordo para o desarmamento do Hamas e a retirada israelense de Gaza
-
Milhares de pessoas entram em Ceuta em nova crise migratória
-
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
-
Morre Franco Baresi, lendário zagueiro italiano
-
Noosha Aubel sob pressão: a Câmara Municipal de Potsdam entre decisões unilaterais e o escândalo das creches
-
Нооша Аубель під тиском: мерія Потсдама між самостійними кроками та скандалом із дитячими садками
-
Fontes do Hamas confirmam acordo para seu desarmamento e retirada israelense de Gaza
-
Milei promove reforma do Banco Central e 'shutdown' em caso de déficit na Argentina
-
Tabilo avança às quartas de final em Washington; De Minaur vence jovem Cruz Hewitt
-
Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas e retirada israelense de Gaza
O projeto de regulamentação das redes sociais que causa polêmica no Brasil
O Telegram disse que pode dar poder de "censura" ao governo brasileiro; Google, que aumentaria "a confusão sobre o que é verdadeiro ou falso". Qual é o projeto de lei que busca regulamentar as plataformas de redes sociais no Brasil e por que gera tanta polêmica?
- Como surgiu o novo projeto?
O Projeto de Lei 2630/2020, conhecido como "PL das Fake News", foi apresentado há três anos no Senado, em um esforço para lidar com a avalanche de desinformação online.
Mas voltou a ser discutido recentemente, depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro, supostamente incentivados por desinformações nas redes sociais que alegavam que Bolsonaro havia perdido a eleição de forma fraudulenta para o esquerdista Lula da Silva.
Os recentes ataques em escolas brasileiras, que deixaram várias crianças e professores mortos, também alimentaram a discussão sobre como combater conteúdos extremistas que proliferam nas redes sociais.
O projeto, que passou por diversas modificações e hoje está centrado no combate a conteúdos ilegais, conta com o apoio do governo, parte do Poder Judiciário e a coalizão de organizações da sociedade civil Direitos na Rede. Por outro lado, gera resistência entre empresas de tecnologia, deputados evangélicos e bolsonaristas.
A Câmara dos Deputados adiou a votação prevista para o início de maio, sem nova data. Se aprovado, o texto será analisado novamente pelo Senado.
- O que o texto propõe?
Atualmente, as empresas moderam o conteúdo com base em suas políticas internas (termos de uso) e também agem por ordem judicial.
O Marco Civil da Internet, lei brasileira que regulamenta a web desde 2014, estabelece que as empresas não respondem civilmente por conteúdos publicados por terceiros, exceto quando descumprirem uma ordem judicial de remoção ou quando forem imagens de nudez divulgadas sem o consentimento da vítima.
O projeto de lei propõe mudanças.
O texto obriga as plataformas a aumentarem sua transparência e adotarem mecanismos de combate a conteúdos ilegais, especificamente em sete temas: atentado ao Estado democrático de Direito e eleições; contra crianças e adolescentes; saúde pública e os que configuram violência contra a mulher, racismo, terrorismo e incitação ao suicídio e à automutilação.
Isso se aplicaria às plataformas de redes sociais, de busca ou de mensagens instantâneas que tenham mais de 10 milhões de usuários mensais no Brasil, como Telegram e Google.
"Não é exigido delas que moderem tudo. Que restrinjam, apaguem ou rotulem esses conteúdos. É exigido que elas demonstrem que estão fazendo esforços suficientes para tirar esses conteúdos de circulação", explica Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP).
Por exemplo, com relatórios semestrais detalhando "o número de conteúdo que elas identificaram e tiraram, o tamanho das equipes que elas montaram, o softwares que desenharam para tirar esses conteúdos" e com a contratação de uma auditoria "independente", acrescenta Ortellado.
O projeto também estabelece que as plataformas podem responder judicialmente por conteúdos ilegais publicados por seus usuários caso sejam impulsionados como publicidade paga.
As sanções vão desde advertência, multa de até 10% do seu faturamento ou suspensão temporária dos serviços.
- O que alegam as grandes plataformas?
O Telegram enviou esta semana uma mensagem a todos os seus usuários alertando que "a democracia está sob ataque" no Brasil, criticando que o projeto "permite que o governo limite o que pode ser dito online ao forçar os aplicativos a removerem proativamente fatos ou opiniões que ele considera 'inaceitáveis'".
Google, por sua vez, afirmou que a proposta "traz graves ameaças à liberdade de expressão", ao responsabilizar as plataformas por conteúdos de terceiros, o que levaria a uma "moderação excessiva".
"Sem os parâmetros de proteção do Marco Civil da Internet e com as novas ameaças de multas, as empresas seriam estimuladas a remover discursos legítimos, resultando em um bloqueio excessivo e uma nova forma de censura", escreveu Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, em 27 de abril.
- Quem se encarregará do controle? -
Um defeito importante do atual projeto de lei, segundo especialistas, é não especificar o órgão que fiscalizará o cumprimento da lei.
"Por causa das controvérsias, das acusações de que seria criado um 'Ministério da Verdade', retiraram a (criação de uma) agência reguladora da última versão", aponta Ortellado.
Isso é "perigoso", porque poderia justamente cair nas mãos de algum órgão político e não técnico e independente, adverte o especialista.
- Inspirada no modelo europeu?
A proposta é inspirada na Lei de Serviços Digitais (DSA) recentemente aprovada na União Europeia (UE).
Essa legislação obriga plataformas de redes sociais, mercados online e mecanismos de busca a reagir mais rapidamente para remover conteúdos considerados em violação das regras da UE e exige maior transparência de seus algoritmos e sistemas de recomendação.
S.F.Warren--AMWN