-
EUA abre nova era de cooperação antidrogas com aliados na América Latina
-
Hansi Flick diz que Barcelona será seu último clube
-
Defesa do chileno Zepeda pede novas investigações em julgamento por assassinato na França
-
Irã anuncia negociação com a Fifa para fazer seus jogos da Copa no México
-
Auge do uso de drones em guerras gera interesse por sistemas de defesa a laser
-
'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em megajulgamento por corrupção na Argentina
-
IA não consegue competir com criatividade em Hollywood, diz executivo
-
Dois mortos em epidemia de meningite 'sem precedentes' na Inglaterra
-
Colômbia aposta em asfixiar o narcotráfico com apoio de Equador e Venezuela, diz ministro
-
Gregory Bovino, rosto das batidas migratórias de Trump, anuncia aposentadoria
-
São Paulo tem seu 'Big Brother' com IA que prende criminosos (e alguns inocentes)
-
Políticos dinamarqueses procuram eleitores até na sauna
-
Sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima abraçado por Obama morre aos 88 anos
-
Presídios suecos se preparam para receber adolescentes de 13 anos
-
Israel afirma que matou chefe do Conselho de Segurança do Irã
-
Afeganistão acusa Paquistão por bombardeio que matou quase 400 em centro médico de Cabul
-
Petro denuncia possível bombardeio do Equador em território colombiano
-
Israel bombardeia Teerã e Beirute; Bagdá é alvo de ataques
-
Mísseis lançados contra casa deixam quatro mortos em Bagdá
-
Adolescentes processam xAI nos EUA por imagens sexualizadas geradas por chatbot
-
Jogadoras iranianas treinam com clube australiano e enviam mensagem: "Tudo vai ficar bem"
-
Brentford cede empate contra lanterna Wolves no encerramento da 30ª rodada da Premier
-
EUA convoca aliados a defender trânsito de petróleo por Ormuz
-
Bayer Leverkusen, espelho e obstáculo para o Arsenal na Champions
-
Presidente de Israel diz que Europa deveria apoiar esforços para 'erradicar' o Hezbollah
-
Corvos necrófagos memorizam vastas áreas dos territórios de caça dos lobos, diz estudo
-
Em grande fase, João Pedro tem missão de liderar virada do Chelsea contra PSG na Champions
-
Trump critica falta de 'entusiasmo' de aliados para reabrir Estreito de Ormuz
-
Cuba abre economia a emigrados e permite investimentos de residentes nos EUA
-
João Fonseca poderá enfrentar Alcaraz na 2ª rodada do Masters 1000 de Miami
-
Afeganistão acusa Paquistão de matar civis em ataque a Cabul
-
'O melhor jogador do mundo', diz Arbeloa sobre Mbappé
-
Aliados da Otan rejeitam proposta de Trump de intervir no Estreito de Ormuz
-
Endrick é convocado para amistosos do Brasil contra França e Croácia; Neymar fica fora
-
'O jogo de volta é sempre diferente', alerta Luis Enrique antes de duelo com Chelsea
-
Presidente alemão pede fim da guerra no Oriente Médio para evitar consequências 'desastrosas'
-
Antonelli vê vitória no GP da China como 'ponto de partida' para ter sucesso na F1
-
Trump anuncia que sua chefe de gabinete, Susie Wiles, tem câncer de mama
-
HRW denuncia 'desaparecimento forçado' em El Salvador de imigrantes deportados pelos EUA
-
Risco de estagflação nos EUA é 'bastante alto', diz à AFP Stiglitz, Nobel de Economia
-
Arteta aposta no jovem Dowman: 'Está pronto para jogar regularmente'
-
Rotas alternativas ao Estreito de Ormuz são insuficientes para atender à demanda
-
Prefeitos dos EUA se opõem a centros de dados, enquanto cresce reação contra IA
-
Chelsea é multado em 10 milhões de libras por irregularidades financeiras
-
Rei da Espanha admite que houve 'muito abuso' na conquista da América
-
Cubanos emigrados vão poder investir na ilha, diz ministro à NBC
-
Sean Penn, vencedor do Oscar, está em Kiev
-
'Não tenho um plano específico, é só tentar', diz Guardiola antes de duelo com Real Madrid
-
Começa na França julgamento de apelação de Sarkozy por suposto financiamento líbio
-
Espanha substitui Finalíssima por amistoso contra Sérvia
Dolores Huerta, ícone sindical nos EUA, incentiva mobilização contra Trump
Aos 95 anos, Dolores Huerta, um dos principais nomes da luta dos trabalhadores agrícolas nos Estados Unidos, está mais ocupada do que nunca.
À medida que o governo de Donald Trump reforça sua ofensiva anti-imigração, Huerta, cofundadora do sindicado rural mais importante do país e com mais de seis décadas de luta, se tornou uma referência para aqueles que buscam enfrentar o republicano.
"As pessoas me procuram porque querem fazer algo", disse em uma entrevista à AFP na sede de sua Fundação Dolores Huerta, em Bakersfield, reduto rural no vale central da Califórnia.
Nascida no Novo México e criada na Califórnia, ela assumiu as rédeas do movimento camponês americano juntamente com o falecido César Chávez na década de 1960, quando passava por um divórcio e criava sete filhos (posteriormente teve outros quatro).
Em 1962, criaram o que é hoje a União dos Camponeses, com a qual impulsionaram uma luta sem precedentes pelos direitos dos trabalhadores rurais.
Segundo Huerta, a organização e a mobilização continuam sendo cruciais.
"Temos que ser mais ativos porque o que está acontecendo agora é grave. Eu comparo ao que aconteceu na Alemanha antes de Hitler tomar o poder", declarou.
Para ela, é necessário preparar a população para as eleições de meio de mandato, em 2026, que podem reconfigurar o Congresso, no qual os republicanos atualmente têm maioria nas duas câmaras.
- "Sim, é possível" -
Muita coisa mudou nos Estados Unidos desde seus tempos de líder sindical, mas algumas coisas permanecem, como o racismo, diz ela.
"Acho que a doença do racismo é o que realmente contaminou nosso sistema político. Trump exibe este racismo ao colocar os imigrantes, majoritariamente pessoas de cor, em centros de detenção", disse Huertas, que acusa o governo de mantê-los em "condições desumanas".
Ela denuncia que muitos foram enviados para lugares que não conhecem, como os 252 venezuelanos presos em El Salvador durante quatro meses, que retornaram ao seu país como parte de uma negociação política.
Para a líder sindical, a operação anti-imigração promovida pelo republicano é "absolutamente abominável" e pegou muitos "de surpresa". "Acho que nenhum de nós pensou que veria algo assim em nosso país. Ninguém imaginou que poderia ser tão ruim", acrescentou.
Huerta acredita que o êxito de Trump, que obteve o apoio crescente do eleitorado latino, se deve, em parte, ao lobby religioso e ao silêncio do setor empresarial.
Ela acusa as diversas congregações religiosas, influentes nas comunidades latinas, de "intimidar" com temas como o aborto e os direitos da comunidade LGBTQIA+, e favorecer o conservadorismo na votação.
No entanto, Huerta — cujo lema "Sí se puede" ["Sim, é possível", em tradução livre] foi retomado pelo democrata Barack Obama — acredita que a promessa de Trump de executar a maior deportação da história dos EUA pode ser revertida e forçar uma anistia.
Em setores como agricultura, hotelaria e serviços, "os empregadores precisam deles porque os imigrantes trabalham duro", afirma.
- "Medo" -
Dolores Huerta se enraizou nas comunidades de camponeses com seu ativismo. Foi presa e brutalmente agredida pela polícia quando tinha 58 anos, em uma manifestação em San Francisco.
Muitas vezes a única mulher em espaços dominados por homens, ela é reconhecida por seu poder de convocação, essencial em suas negociações com o mundo empresarial.
Seguindo uma fórmula que deu frutos no passado, sua Fundação apoiou um boicote em fevereiro contra a gigante comercial Target, que encerrou seus programas de diversidade após a chegada do republicano ao poder.
"Trump instigou medo em todas essas corporações. Mas acho que assim podemos movê-las na direção certa, encontrar estes bilionários, os verdadeiros, digamos, que poderiam puxar as cordas de Trump", afirma.
"Eles precisam começar a se pronunciar e deter estas políticas perigosas", completou.
C.Garcia--AMWN