-
Nasce primeiro filho da cantora Lady Gaga (imprensa)
-
Conversas entre Israel e Líbano em Roma são adiadas para outubro
-
Anthropic revela uso indevido de IA em armas, espionagem e vigilância
-
Matemáticos alertam para 'efeito destrutivo' da IA em sua disciplina
-
Rebeldes do Iêmen tomam estreito estratégico
-
Descarrilamento de trem deixa 44 feridos no norte da França
-
Siniakova e Townsend vencem torneio feminino de duplas do US Open
-
Abel Ferreira é suspenso por três jogos após chutar microfone
-
McLaren 'avança muito bem' para 2027, diz seu diretor técnico
-
Americana é detida no México acusada de fornecer armas para o tráfico
-
Antonelli faz o melhor tempo no segundo treino livre para o GP da Espanha de F1
-
Emirados usaram IA contra especialistas da ONU sobre Sudão, diz Anthropic
-
Filme brasileiro é premiado no Festival de Veneza
-
Presidente colombiano remove das redes sociais vídeos de corpos após ordem judicial
-
Ataques russos a postos de gasolina em Kiev deixam 2 mortos
-
Venezuela assina com Suriname acordo de cooperação em hidrocarbonetos
-
Rebeldes houthis do Iêmen tomam estratégico Estreito de Bab el-Mandeb
-
Aeroporto de Nashville, nos EUA, será renomeado em homenagem a Dolly Parton
-
EUA recorda os atentados de 11 de setembro 25 anos depois
-
Deputados britânicos rejeitam legalização da morte assistida
-
Economia da França 'perde fôlego' antes de ano eleitoral incerto
-
Guarda Costeira das Filipinas recupera 30 corpos após incêndio em balsa
-
Trump diz que EUA nunca esquecerá o 11 de Setembro: 'É por isso que lutamos hoje'
-
PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro
-
Inflação dos EUA se mantém estável em agosto, a 3,4%
-
Profecia bíblica: o que faz as nações do Pacífico Sul abrirem embaixadas em Jerusalém?
-
Festival de Cinema de Toronto começa com ativismo político em alta
-
Houthis do Iêmen tomam o controle de ilha crucial com acesso ao Mar Vermelho
-
Reconstrução após desastre no Himalaia tem custo estimado de US$ 4,78 bilhões, diz Nepal
-
Nova York recorda os atentados de 11 de setembro sem Donald Trump
-
Procurador do TPI atribui ataques de Trump a 'mal-entendido' sobre o trabalho do tribunal
-
Houthis do Iêmem tomam o controle de ilha crucial com acesso ao Mar Vermelho
-
Irã desafia Trump antes das eleições americanas de meio de mandato
-
Hong Kong condena ativistas pró-democracia a penas de entre 5 e 7 anos de prisão
-
Rebeldes houthis do Iêmem tomam o controle de ilha com acesso ao Mar Vermelho
-
Emma Bonino, ícone do feminismo italiano, morre aos 78 anos
-
Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio'
-
Rybakina vence Gauff de virada e vai à final do US Open contra Sabalenka
-
China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic
-
Flamengo vence Del Valle (2-0) e encaminha vaga na semifinal da Libertadores
-
Sabalenka vence Pegula e lutará pelo tri no US Open
-
Sabalenka vence Pegula lutará pelo tri no US Open
-
Putin chega à Índia para cúpula do Brics marcada por tensões geopolíticas
-
Mulher de Maduro pede prisão domiciliar nos EUA por problemas cardíacos
-
Bayern e Manchester United começam com goleadas previsíveis na Champions
-
Técnico do Fenerbahçe pede demissão após ser atingido por garrafa, mas clube não aceita
-
Filme sobre Bolsonaro está no olho do furacão, em meio a campanha eleitoral
-
Bayern Munich acorda no 2º tempo e atropela Bodo/Glimt na Champions
-
Manchester United goleia estreante Sabah na Champions
-
Carney diz que Canadá está pronta para acordo comercial "justo" com EUA
'Crianças viveram inferno', diz principal denunciante de pedófilos na Bolívia
Ele fez parte da Igreja Católica, mas hoje é o principal denunciante dos supostos abusos sexuais cometidos por jesuítas espanhóis durante vários anos na Bolívia. "As crianças viveram um inferno", assegura o ex-religioso Pedro Lima.
Quando estava concluindo seus estudos para ser padre, o boliviano foi expulso da Igreja, segundo ele, pelas denúncias à Companhia de Jesus.
Em 2011, radicou-se no Paraguai, onde trabalha como ferreiro. Há alguns dias, Lima, de 54 anos, voltou ao seu país e se tornou o principal denunciante, agora perante a Justiça, do escândalo de pedofilia que mira o clero deste país de 12 milhões de habitantes, a maioria católica (58%).
No centro destas denúncias está o padre espanhol Alfonso Pedrajas, que em seu diário pessoal confessou ter causado danos a "muita gente", chegando a mencionar 85 vítimas.
Suas revelações se tornaram públicas há um mês, depois que um familiar entregou suas memórias ao jornal espanhol El País.
Pedrajas trabalhou por quase quatro décadas na Bolívia. Em 2009, morreu aos 66 anos em um hospital de Cochabamba, onde foi professor no Colégio Juan XXIII.
Lima contou à AFP que confrontou o padre, diante dos rumores de que seria "um abusador".
"Pedro, enquanto tiver pão e teto o pobre não se interessará por questões sexuais", respondeu-lhe Pedrajas.
- "Vida dupla" -
Lima revelou uma lista de envolvidos em abusos de menores e noviços em uma rede, segundo ele, encoberta pela hierarquia jesuíta e que se estendeu a um lar de órfãos em Cochabamba.
"As crianças viveram um inferno porque os padres abusadores eram santos de dia e demônios à noite", afirma.
Levavam uma "vida dupla", enfatiza Lima. Pedrajas, o sacerdote "abusador", aparecia em "eventos extraordinários como acampamentos e retiros" espirituais.
Diante do escândalo generalizado, a Companhia de Jesus, ordem à qual pertence o papa Francisco, pediu perdão no início de maio e assegurou que havia suspendido um grande número de religiosos por acobertarem Pedrajas.
Enquanto o Ministério Público avança na investigação de ao menos nove denúncias, o presidente boliviano, Luis Arce, solicitou ao Vaticano acesso aos expedientes relacionados à Bolívia dentro do grande escândalo de pedofilia que atinge a instituição católica em todo o mundo há anos.
Pedrajas, Luis Tó, Antonio Gausset (Tuco), Francisco Pifarré (Pifa), Francesc Peris (Chesco) Jorge Vila e Carlos Villamil (Vicu)... O ex-religioso boliviano lista os nomes dos supostos abusadores, a maioria deles já falecida.
"Não foi um padre, foi uma rede de padres que, entre eles (...) se apoiavam para que continuasse acontecendo", afirma. Os superiores escutavam "as denúncias das vítimas", as repreendiam e as expulsavam do colégio, segundo Lima.
Lima conta que não foi apenas testemunha, mas também vítima de abuso em um "estado não necessariamente de sobriedade".
Segundo Lima, os agressores faziam "lavagem cerebral" em "crianças vulneráveis" entre 7 e 13 anos. Eles faziam com que acreditassem que elas eram "más e não valiam nada". "Quando (lhes) baixavam a autoestima, abusavam de seu poder", comenta.
A Conferência Episcopal Boliviana não quis comentar as denúncias de Lima.
A.Jones--AMWN