-
Esquerda mantém Paris e Marselha em eleições municipais acirradas a um ano das presidenciais
-
Israel prevê 'várias semanas de combates' contra Irã e Hezbollah
-
Olympique de Marselha perde em casa para o Lille com gol de Giroud
-
Israel 'intensificará' operações terrestres no Líbano após atacar ponte-chave
-
Fechadas sessões eleitorais na França, resultado incerto em Paris
-
Manchester City derrota Arsenal (2-0) e é campeão da Copa da Liga Inglesa
-
Colonos israelenses incendiam edifícios e carros na Cisjordânia Ocupada
-
Botafogo demite técnico argentino Martín Anselmi
-
'Conselho de Comércio' EUA-China pode estreitar laços, mas preocupar o mercado
-
Dimitri Payet anuncia aposentadoria do futebol
-
Cuba se prepara para 'possível ataque' dos EUA
-
Aston Villa vence West Ham e se consolida no G4; Tottenham segue em queda livre
-
Trump ordena envio de agentes do ICE para aeroportos em meio a paralisação orçamentária
-
Irã ameaça atacar infraestruturas energéticas após ultimato de Trump
-
Barcelona vence Rayo Vallecano e abre 7 pontos do Real Madrid antes de clássico com Atlético
-
Cruzeiro anuncia Artur Jorge como novo técnico
-
O bloqueio do Estreito de Ormuz em números
-
França realiza segundo turno de disputadas eleições municipais
-
Itália vota em referendo uma controversa reforma judiciária
-
Primeiro-ministro chinês promete expandir o 'bolo' do comércio mundial
-
Show do BTS reuniu mais de 100 mil pessoas na capital sul-coreana
-
PSG goleia Nice e recupera liderança do Campeonato Francês
-
Liverpool e Chelsea perdem e abrem caminho para Aston Villa em luta por vaga na Champions
-
Irã ataca instalação nuclear em Israel
-
Milan vence Torino e recupera vice-liderança do Campeonato Italiano
-
De Gaza ao Líbano, o cirurgião que opera crianças feridas na guerra
-
Guerra de Trump contra Irã abala indecisos às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA
-
Bayern goleia Union Berlin e segue líder isolado do Alemão
-
EUA afirma ter destruído instalação iraniana no Estreito de Ormuz
-
Arsenal x City: o discípulo Arteta e o professor Guardiola duelam pela Copa da Liga Inglesa
-
Arbeloa diz que Mbappé está '100%' antes de clássico contra Atlético de Madrid
-
Hezbollah confirma confrontos com exército israelense em duas cidades do sul do Líbano
-
Borussia Dortmund renova contrato do capitão Emre Can, apesar de lesão
-
Liverpool perde para Brighton e segue fora do G4 no Inglês
-
Reis do k-pop BTS fazem show de retorno em Seul
-
Iranianos celebram fim do Ramadã sem Khamenei
-
Lens goleia Angers (5-1) e assume liderança provisória do Francês, à frente do PSG
-
Juiz dos EUA declara restrições do Pentágono à imprensa como inconstitucionais
-
EUA autoriza venda e entrega de petróleo iraniano carregado em navios
-
Napoli sofre mas vence na visita ao Cagliari (1-0) e assume vice-liderança da Serie A
-
Manchester United fica em vantagem duas vezes, mas cede empate na visita ao Bournemouth (2-2)
-
Villarreal vence Real Sociedad (3-1) e sobe provisoriamente ao 3º lugar no Espanhol
-
Trump prevê 'reduzir' operações militares contra o Irã
-
Venda de maconha a turistas, uma 'mudança possível' no Uruguai
-
RB Leipzig goleia Hoffenheim (5-0) e assume 3º lugar no Alemão
-
PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025
-
Troféu da Copa do Mundo visita Chichén Itzá, berço do jogo de bola maia
-
Três homens são presos na França por suspeita de abuso sexual em escolas
-
Guerra ameaça protagonismo do Golfo no mapa esportivo global
-
Presidente colombiano é investigado nos EUA por suposta ligação com narcotraficantes
Líder da Igreja Anglicana renuncia após abuso infantil cometido por advogado ligado à instituição
O líder da Igreja Anglicana, Justin Welby, anunciou sua renúncia em um comunicado nesta terça-feira (12), após denúncias de que sua instituição encobriu agressões físicas e sexuais a menores durante anos por um advogado ligado a ela.
“Espero que essa decisão deixe claro o quanto a Igreja da Inglaterra entende seriamente a necessidade de mudança e nosso profundo compromisso de criar uma instituição mais segura”, disse Welby, arcebispo de Canterbury, no texto.
Vários líderes religiosos anglicanos vinham pedindo a renúncia de Welby há dias, depois de um relatório contundente sobre a forma como a Igreja lidou com o caso.
Em 9 de novembro, três membros do Sínodo Geral, o órgão eleito responsável por decidir questões de doutrina da Igreja da Inglaterra, apresentaram uma petição pedindo sua renúncia, que na terça-feira tinha mais de 12.500 assinaturas.
Entre a década de 1970 e meados da década de 2010, John Smyth, um advogado que presidiu uma instituição de caridade ligada à Igreja Anglicana e organizou acampamentos de férias, abusou sexualmente de 130 crianças e jovens no Reino Unido e depois na África, principalmente no Zimbábue e na África do Sul, onde se estabeleceu e morreu em 2018, sem ser julgado.
A instituição foi oficialmente informada desses fatos em 2013, mas muitos perpetradores sabiam deles desde a década de 1980 e os mantiveram em silêncio como parte de uma “campanha de encobrimento”, concluiu uma investigação encomendada pela própria Igreja Anglicana em um relatório publicado na última quinta-feira.
- Reação de Starmer -
Antes do anúncio de Welby, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, descreveu nesta terça-feira as agressões físicas e sexuais contra crianças como “horríveis” e lamentou o fato de as vítimas terem sido “abandonadas”.
Starmer não comentou diretamente sobre os pedidos de renúncia de Justin Welby.
“É uma questão para a Igreja”, disse ele durante uma coletiva de imprensa em Baku, onde participa da COP29.
"Mas não hesitarei em dizer que essas denúncias são horríveis e que meus pensamentos estão com as vítimas, que foram abandonadas de forma muito grave”, acrescentou o primeiro-ministro trabalhista.
Justin Welby, que pediu desculpas pelo caso há alguns dias, também descreveu os ataques como “atrozes” em sua declaração.
“Está muito claro que devo assumir a responsabilidade pessoal e institucional pelo longo e traumático período entre 2013 e 2024”, acrescentou no texto.
“Esses últimos dias reacenderam o profundo sentimento de vergonha que há muito tempo sinto em relação às falhas históricas da Igreja da Inglaterra em relação à proteção. Durante quase doze anos, esforcei-me para conseguir melhorias. Cabe a outros julgar o que foi alcançado”, disse o arcebispo de Canterbury.
- "Deveria ter denunciado" -
De acordo com o relatório, que detalha o sofrimento físico, sexual e psicológico que infligiu às suas vítimas, Smyth “é possivelmente o mais prolífico abusador em série associado à Igreja da Inglaterra”.
Entre outras coisas, o advogado levava crianças pequenas para sua casa no sul da Inglaterra, onde as espancava com uma bengala, às vezes até sangrarem, citando justificativas teológicas.
O relatório também conclui que o arcebispo de Canterbury “poderia e deveria ter denunciado” a violência cometida pelo advogado à polícia a partir de 2013, quando ele se tornou primaz da Igreja da Inglaterra.
O caso só veio a público em 2017, após a transmissão de um documentário do Channel 4.
De acordo com outro relatório publicado há quatro anos, 390 pessoas ligadas à Igreja da Inglaterra foram condenadas por crimes sexuais desde a década de 1940 até 2018.
O.Norris--AMWN