-
Ajuda dos EUA chega à Venezuela, onde muitos estão desabrigados após terremotos
-
Espanhol Davidovich garante primeiro título no circuito ATP em Mallorca
-
Madison Keys conquista WTA 250 de Eastbourne
-
Muchova conquista torneio de Bad Homburg após desistência de Osaka
-
Na Times Square, a Copa do Mundo vive um eterno Carnaval
-
Didier Deschamps retorna à base da França na Copa do Mundo
-
Seleção Brasileira treina com elenco completo antes de viajar para enfrentar o Japão
-
Centenas de desabrigados iniciam 'uma nova vida' após terremotos na Venezuela
-
Desabamento de hospital obriga famílias a levarem corpos para necrotério na Venezuela
-
Chapare, a terra da coca que desafia o governo da Bolívia
-
Milhões de pessoas enfrentam mais de 35°C na Europa neste sábado
-
Indignação na Venezuela por lentidão do governo no resgate dos sobreviventes
-
Austrália dobrará multas por violação da proibição de redes sociais a menores de 16 anos
-
Irã acusa EUA de 'violar' acordo e ambos trocam ataques
-
Washington reautoriza IA mais poderosa da Anthropic, mas apenas para alguns parceiros nos EUA
-
Morre o piloto que colidiu seu avião contra arranha-céu em Pequim
-
Trump apresenta o novo passaporte dos EUA... com sua foto
-
Irã empata com o já classificado Egito (1-1) e precisa aguardar; Senegal avança aos 16-avos
-
Bélgica goleia Nova Zelândia (5-1) e avança aos 16-avos da Copa em 1º do Grupo G
-
Espanha vence (1-0), passa em primeiro do grupo e elimina Uruguai da Copa
-
EUA e Irã trocam ataques após ação contra navio em Ormuz
-
Cabo Verde empata (0-0) com Arábia Saudita e vai enfrentar Argentina nos 16-avos da Copa
-
Muslera decidiu não jogar 2º tempo após falha que eliminou Uruguai da Copa, diz Bielsa
-
Inglaterra, Portugal, Gana, Egito e Paraguai se garantem nos 16-avos da Copa
-
Duplo terremoto deixa quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos na Venezuela
-
Já classificada, Argentina poupará Messi contra a Jordânia
-
Hervé Renard diz que está 'livre para escolher' próximo projeto após fracasso da Tunísia na Copa
-
Técnico da Jordânia diz que não teme Argentina de Messi: 'Estamos muito motivados'
-
Gonçalo Ramos, da seleção portuguesa, deve deixar PSG para jogar no Milan
-
Messi começará no banco contra a Jordânia, confirma Scaloni
-
Técnico da Áustria descarta conspiração antes da partida contra a Argélia
-
Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia
-
Técnico de Gana critica VAR por pênalti não marcado contra Inglaterra
-
Técnico da Colômbia quer que sua equipe mantenha essência contra um Portugal 'muito forte'
-
Guy Stéphan dedica vitória da França a Deschamps: 'Estamos ansiosos para vê-lo'
-
Vini Jr. vive 'fase incrível', diz Rayan antes de jogo contra o Japão
-
OpenAI lança modelo de IA apenas nos EUA, a pedido de Trump
-
Senegal de Mané entra na lista de espera para os 16-avos da Copa
-
França goleia Noruega (4-1) e avança como líder do Grupo I da Copa
-
Para economista-chefe do FMI, globalização não acabou, apenas se 'transformou'
-
Peru vai anunciar resultado do segundo turno em 3 de julho
-
Técnico de Portugal elogia Colômbia, que jogará 'em casa' em Miami
-
Antonelli e Mercedes dominam treinos livres do GP da Áustria de F1
-
Jogos da Copa têm minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela
-
Croácia precisa da vitória contra Gana; Inglaterra busca certezas
-
Com ou sem Messi? A incógnita argentina na última partida contra a Jordânia
-
Avião de pequeno porte parece ter se chocado contra arranha-céu em Pequim
-
Mais de 50 mil desaparecidos sob os escombros do terremoto duplo na Venezuela
-
Ronaldo vs James: os velhos amigos em Madri que se enfrentam na Copa do Mundo
-
EUA chega aos 250 anos como um país mais próspero e diverso, porém mais dividido
Preso condenado à morte nos EUA usa jazz como ferramenta para defender sua inocência
O jazz pode ajudar um condenado à morte. Assim pensam o músico espanhol Albert Marquès e Keith LaMar, condenado à pena de morte nos Estados Unidos. Na última terça-feira (12) eles proclamaram a inocência do prisioneiro em um show em Londres.
LaMar, de 55 anos, que nega as acusações contra ele, e está há 36 anos preso, leu suas rimas por telefone, de seu celular em Youngstown, Ohio, enquanto Marquès tocava seu piano, em um concerto no Old Bailey, o Tribunal Penal Central da Inglaterra e do País de Gales.
"Os concertos criam uma empatia que às vezes leva certas pessoas a se envolverem. E este é o poder da música, que não é maior do que o de um juiz, mas cria caminhos”, disse Marquès à AFP.
O músico catalão de jazz, de 38 anos, que vive em Nova York desde 2011, conheceu a história de LaMar graças a um livro que ele escreveu em 2014, "Condemned" (Condenado, em tradução livre).
"Tudo começou em 2020, em plena pandemia. Conversando com um vizinho, ele mencionou o livro e me chamou a atenção que Keith LaMar disse que John Coltrane, o músico de jazz, o mantinha são. E eu tive a ideia de fazer shows-manifestações”, explica Marquès.
Deste então, o músico se juntou a uma organização chamada "Justice for Keith LaMar" (Justiça por Keith LaMar, em português), que luta por sua liberdade.
LaMar foi condenado à morte desde 1995, acusado de cumprir um papel determinante na morte de outros presos em um motím em 1993.
“Tenho certeza de que ele é inocente. Acredito que tudo o que estamos fazendo levará à sua libertação, o que fará com que casos semelhantes também sejam esclarecidos. É por isso que eles são tão resistentes. É um castelo de cartas e, se ele for solto, tudo vem abaixo”, diz o pianista.
- Execução adiada -
Em 16 de novembro de 2023, LaMar devia ser executado, no entanto, a pena foi adiada para janeiro de 2027 por falta de injeções letais, dizem as autoridades de Ohio.
“Se você perder o controle de uma prisão, você falhou. Alguém tem que pagar. Dez pessoas morreram, nove prisioneiros e um guarda branco, e isso teve um grande impacto na mídia. O Estado diz que Keith organizou o motim e matou cinco pessoas”, diz o músico.
"Não há provas materiais, somente acusações de outros presos contra ele em troca de reduções de pena", acrescenta.
LaMar estava na prisão desde os 19 anos de idade pelo assassinato de um velho amigo em uma disputa por drogas na década de 1980 em sua cidade natal, Cleveland.
“Dizem que qualquer advogado decente poderia ter dito que ele havia lutado em legítima defesa”, diz o músico.
Em agosto de 2020, na Grand Army Plaza, no meio da rua, no bairro nova-iorquino do Brooklyn, onde mora o pianista, aconteceu o primeiro concerto dos dois, um com a música e o outro recitando textos de sua prisão em Ohio.
“Lendo seu livro, vi um poema e disse a ele: por que você não o recita comigo tocando piano? Ensaiamos e fizemos um concerto na rua”, explica Marquès. As apresentações também aconteceram em outros lugares como universidades nos EUA, América Latina e Europa.
- “Dos meus melhores amigos” -
“Tudo isso não funcionaria se Keith e eu não fôssemos muito amigos. Meus filhos o conheceram e minha esposa conversa com ele com frequência. Ele é um dos meus melhores amigos”, diz Marquès, que o visitou várias vezes, apesar dos 630 quilômetros que separam Nova York de Youngstown (Ohio).
Marquès e LaMar chamaram os shows de “Freedom first”, que também é o nome de seu primeiro álbum, lançado em 2022.
No concerto de terça-feira, em Londres, eles foram acompanhados por Jean Toussaint, saxofonista americano ganhador do Grammy, convidados pela organização britânica Amicus, que luta contra a pena de morte nos Estados Unidos, para tocar em uma cerimônia.
O projeto de Marquès e LaMar lhes rendeu dois prêmios, um do Conselho Municipal de Berlim e outro da revista Time Out. Além disso, o músico escreveu um livro sobre a experiência, chamado "O Jazz toca no corredor da morte".
Em maio de 2025 sairá o segundo disco de ambos.
Y.Aukaiv--AMWN