-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Imã e rabino desafiam estereótipos em escolas da Áustria
Diante de mais de 150 alunos de uma escola austríaca, um imã e um rabino respondem perguntas livremente, demonstrando que é possível manter a amizade apesar da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.
As agendas do imã Ramazan Demir, de 38 anos, e do rabino Schlomo Hofmeister, de 48, estão cheias. Até junho, visitarão cerca de 30 escolas onde falarão sobre suas religiões, em eventos patrocinados pela cidade de Viena, capital do país.
As suas palestras têm sido muito solicitadas por instituições de ensino, devido ao conflito entre Israel e o movimento islamista palestino na Faixa de Gaza.
"Nossa amizade basta para desafiar estereótipos", explica Demir com um bom humor contagiante. A dupla já viajou pela Turquia, Israel e Territórios Palestinos.
Os dois se conheceram há dez anos, durante um projeto de diálogo inter-religioso. Desde então, visitam escolas e institutos, onde conversam sobre sua religião com adolescentes.
Na semana passada, debateram por duas horas em uma escola de um bairro de classe média no subúrbio de Viena.
Os estudantes, entre 16 e 18 anos, perguntaram tudo: Como os muçulmanos rezam? Como alguém se torna judeu? Qual é a diferença entre kosher e halal?
- "Separar religião e política" -
O catolicismo é a principal religião na Áustria, país com 9,1 milhões de habitantes. O judaísmo tem cerca de 5.400 fiéis.
O auditório da escola é muito mais variado. Entre os 1.200 alunos há 63 nacionalidades. Alguns afirmam que nunca conheceram um judeu. Outros se declaram agnósticos ou manifestam curiosidade sobre algumas práticas religiosas.
Assim como em outros países europeus, com a guerra, os atos antissemitas e antimuçulmanos dispararam no país.
"A religião deve ser separada da política", diz Hofmeister. Ao lado dele, o imã Demir acena com a cabeça em apoio.
"Isto não é uma guerra de religião, é um conflito político, um conflito terrível que não deveria afetar as nossas comunidades aqui na Europa", acrescenta.
O conflito não afetou a amizade, insiste a dupla, que recorre frequentemente ao humor para iluminar o ambiente.
"É interessante ver como as religiões são parecidas", declara Estella Dolas, da plateia.
Para a diretora da escola, Inge Jöbstl, este encontro entre "iguais" incentiva a "tolerância" e transmite "muita informação" além das aulas de religião, obrigatórias na Áustria.
Até porque, caso contrário, muitos estudantes procurarão respostas nas redes sociais, onde "autoproclamados especialistas recentemente convertidos, pregadores do ódio, explicam o que é o islã", lembra Demir.
"Quando partirmos, os alunos talvez não lembrem tudo o que dissemos", admite Hofmeister.
"Mas lembrarão que um imã e um rabino estiveram na escola e se davam muito bem", indica.
Y.Kobayashi--AMWN