-
Lula diz que Neymar está fazendo 'home office' na Copa do Mundo
-
Opositora encarregada de diálogo com governo na Venezuela vai aos EUA para reuniões
-
Argélia apresenta reclamação à Fifa por 'arbitragem injusta' em jogo contra Argentina
-
Nos "Altos de Trump", israelenses gostam de Trump apesar do acordo com Irã
-
Raoni é transferido para hospital em São Paulo para seguir tratamento
-
CR7 é 'foco de atenção', mas todo o elenco português está 'em questão', diz Rúben Dias
-
Sabalenka bate Bartunkova e avança às semifinais do WTA 500 de Berlim
-
Macron critica centros de deportação para migrantes e rejeita financiamento da UE
-
Lamine Yamal considera 'desnecessário' jogar 90 minutos contra Arábia Saudita
-
Agricultores indígenas decidem endurecer protestos na Bolívia
-
Israel e Hezbollah pactuam trégua no Líbano, com acordo EUA-Irã em suspenso
-
Zverev enfrentará Fritz nas semifinais do ATP 500 de Halle
-
Governo francês ativa célula de crise por onda de calor
-
De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo
-
Itália reage com indignação a comentários de Trump sobre Meloni
-
Últimos bombardeios israelenses deixam ao menos 47 mortos no Líbano (governo)
-
Equador precisa vencer Curaçao para sonhar com classificação na Copa do Mundo
-
Alemanha busca impor domínio na Copa do Mundo diante da Costa do Marfim
-
Torcedores africanos viram as costas à África do Sul na Copa do Mundo após violência xenófoba
-
México garante vaga no mata-mata enquanto Brasil precisa de vitória contra Haiti
-
Hospital de Milão testa robô que promete liberar tempo da equipe de saúde
-
França julgará astro marroquino Achraf Hakimi por estupro
-
Quanto menos ajuda ao desenvolvimento, mais migrações, adverte OIM
-
Burnham consegue vaga no Parlamento britânico e inicia batalha trabalhista para derrubar Starmer
-
E se os homens japoneses também limpassem suas casa e não só os estádio?
-
Manuscrito inédito de Mozart encontrado em Paris
-
Achraf Hakimi será julgado na França por acusação de estupro, confirma tribunal de apelação
-
Rival de Starmer vence eleição crucial no Reino Unido e ameaça liderança do primeiro-ministro
-
EUA e Irã adiam negociações programadas para a Suíça
-
México vence Coreia do Sul (1-0) e é 1º classificado para 16-avos de final da Copa
-
Vice-presidente dos EUA adia viagem à Suíça para negociações com Irã
-
Lateral neozelandês Tim Payne se transfere para o Olimpia, do Paraguai, após ganhar fama no Instagram
-
Montella questiona 'caos' de críticas à Turquia antes do jogo contra o Paraguai
-
Messi treina com a Argentina após notícias sobre a saúde de seu pai
-
UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China
-
"Muitos adorariam estar no nosso lugar", diz técnico do Haiti antes de enfrentar o Brasil
-
Cuba aprova reformas de livre mercado sem precedentes
-
Canadá goleia Catar (6-0) e fica a um passo dos 16-avos de final da Copa de 2026
-
Ancelotti garante que Seleção Brasileira "é resiliente e vai melhorar"
-
Messi participa de treino da Argentina em Kansas City
-
Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa
-
Por que Dembélé rende menos pela seleção francesa?
-
Líder supremo do Irã aprova acordo enquanto EUA suspende bloqueio naval
-
Urnas fechadas em eleição legislativa decisiva para premiê do Reino Unido
-
Fifa muda posicionamento de fotógrafos na Copa após reclamação de Tuchel, diz mídia
-
Suíça goleia Bósnia (4-1) e encaminha vaga na próxima fase da Copa do Mundo
-
PF faz busca na casa do senador petista Jaques Wagner, suspeito de vínculos com Banco Master
-
Zagueiro holandês Van Hecke deixa Brighton e assina com Tottenham
-
Liverpool anuncia contratação do atacante da seleção espanhola Víctor Muñoz
-
Chivu renova como técnico da Inter de Milão até 2028.
Israel voltará a ocupar o sul do Líbano?
Um mês após o início de uma nova guerra contra o Hezbollah, o Exército israelense avança lentamente no sul do Líbano e provoca temores de uma nova ocupação, quase 25 anos após sua retirada da região.
Israel anunciou a intenção de estabelecer uma "zona de segurança" para acabar com a ameaça do movimento pró-iraniano contra o norte de seu território.
Para Beirute, o anúncio representa uma "intenção clara de impor uma nova ocupação do território libanês", nas palavras de seu ministro da Defesa, Michel Menassa.
Em 1982, em plena guerra civil libanesa, o Exército israelense invadiu o país e chegou até Beirute para neutralizar os combatentes palestinos.
Mas a invasão deu origem a um adversário mais radical para Israel: o movimento xiita Hezbollah, patrocinado pelo Irã.
Fiel à sua criação e suas lealdades, o grupo reabriu a frente de batalha em 2 de março, com o lançamento de projéteis contra Israel com a intenção de "vingar" a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, assassinado dois dias antes, no início da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos.
Até onde Israel poderia seguir desta vez? Confira os pontos-chave da situação:
- O que esta acontecendo no território libanês -
Atualmente, há quatro divisões mobilizadas no Líbano, segundo uma fonte do Exército de Israel.
"Os israelenses avançam por um eixo de cada vez" e destroem sistematicamente as localidades fronteiriças, afirmou à AFP uma fonte militar ocidental baseada no sul do país. A fonte acrescentou que, em particular, invadiram a cidade estratégica de Khiam.
O Hezbollah, que reivindica ataques frequentes contra os soldados israelenses, não impede o seu avanço, "mas busca vitórias simbólicas, como a destruição de tanques Merkava", explica a mesma fonte, que falou sob a condição de anonimato.
David Wood, especialista do International Crisis Group, considera que "à medida que Israel avança mais no Líbano, entra em um tipo de combate que, na realidade, poderia ser mais favorável ao Hezbollah, em particular uma guerra de guerrilhas baseada em ataques relâmpago".
O Exército libanês, por sua vez, anunciou que suas tropas estão sendo reposicionadas em várias localidades do sul, por onde as tropas israelenses avançam, devido ao temor de ataques.
As tropas chegaram até 10 km ao norte da fronteira em alguns pontos, segundo uma fonte militar libanesa.
Os capacetes azuis da ONU, que anunciaram a morte de três soldados indonésios desde domingo, são incapazes de deter os combates.
- O que Israel deseja? -
O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou na semana passada que seu país controlará o sul do Líbano até o rio Litani, que fica quase 30 km ao norte da fronteira.
Também advertiu que centenas de milhares de moradores da região não devem retornar às suas casas enquanto a segurança do norte de Israel não for garantida.
As declarações preocupam o diretor de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, que teme a possível criação de um novo "território ocupado" no Líbano.
O Exército israelense emitiu ordens de expulsão sem precedentes para amplas zonas do sul, o que obrigou a fuga dos moradores da região, considerada um reduto do Hezbollah.
O movimento "recrutou nas últimas décadas pessoas originárias das localidades do sul", o que conferiu uma legitimidade local da qual Israel teme que ele se aproveite em caso de retorno dos habitantes, explica à AFP o analista militar e general da reserva do Exército libanês, Khalil Helou.
Para Eyal Zisser, especialista em Líbano na Universidade de Tel Aviv, não se deve levar as declarações de Katz ao pé da letra.
"Ele é bom para fazer declarações, mas sempre é necessário verificar se estão em sintonia com as do primeiro-ministro israelense", analisa.
Benjamin Netanyahu, que deu ordem às tropas para "expandir a zona de segurança" no sul do Líbano, não mencionou de forma explícita uma ocupação de longo prazo do sul, nem o deslocamento prolongado de seus habitantes.
- É viável? -
Israel já tentou no passado criar uma "zona de segurança" no sul do Líbano e ocupou uma parte do sul pela primeira vez em 1978, antes de invadir uma parte considerável do país em 1982.
O país se retirou progressivamente do Líbano, mas continuou ocupando uma área de até 20 km ao norte da fronteira até o ano 2000, quando deixou o território libanês sob a pressão dos ataques do Hezbollah.
Durante sua última guerra contra o grupo e mesmo após o cessar-fogo de novembro de 2024, as tropas israelenses destruíram a maior parte das localidades fronteiriças e devastaram amplas zonas agrícolas.
Uma nova ocupação poderia criar "novas ameaças à segurança" de Israel, adverte David Wood.
"Se Israel negar o direito de retorno dos habitantes às suas terras ancestrais, surgirão grupos de resistência armada que continuarão travando o combate", conclui.
P.Mathewson--AMWN