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Petróleo volta a subir por incerteza sobre trégua no Oriente Médio
O preço do barril de petróleo voltou a passar dos 100 dólares nesta quinta-feira (9), e as principais bolsas operam em baixa, devido à prudência dos investidores sobre a trégua entre os Estados Unidos e o Irã.
Por volta das 13h55 GMT (10h55 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, operava em alta de 100,46 dólares e o Brent do Mar do Norte, referência mundial, registrava alta de 3,94%, a 98,48 dólares.
Os preços do petróleo e do gás despencaram na quarta-feira, após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerã, o que gerou expectativas de uma reabertura do Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o trânsito mundial de hidrocarbonetos.
Mas a cautela voltou a se impor, depois que o Irã afirmou que uma trégua no Líbano, que segue sob bombardeio de Israel, é uma de suas "condições essenciais" nas negociações com os Estados Unidos.
"É provável que os preços do petróleo permaneçam elevados e voláteis até que se alcance um acordo mais permanente entre todas as partes", afirmou Aarin Chiekrie, analista da Hargreaves Lansdown.
Os operadores estão à espera de uma retomada real do trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, depois que o Irã recomendou, nesta quinta-feira, rotas alternativas pela possível presença de "minas".
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,73%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 1,65% e Hong Kong fechou em baixa de 0,39%.
Na Europa, a tendência se confirmou e às 14h00 GMT (11h de Brasília), e a Bolsa de Paris operava em queda de 0,71%, enquanto Frankfurt recuava 1,4%; Londres, 0,25%; Milão, 0,07%; e Madri, 0,67%.
A tendência se seguiu em Wall Street, onde nas primeiras operações, o Dow Jones operava em baixa de 0,37%, enquanto o Nasdaq subia 0,06%, e o S&P 500 recuava 0,10%.
Kathleen Brooks, diretora de pesquisas da XTB, assinalou que "o otimismo em relação ao cessar-fogo se dissipou nesta quinta-feira, pois as notícias procedentes do Irã tiveram uma reviravolta negativa".
L.Miller--AMWN