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G7 aumenta a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia
O presidente americano, Donald Trump, prometeu, nesta terça-feira (16), fazer o possível para pôr fim à guerra na Ucrânia, depois que os aliados do G7 acordaram, durante uma cúpula na França, aumentar a pressão sobre a Rússia.
Ao chegar a Evian, aos pés dos Alpes franceses, Trump afirmou, na véspera, que tinha a intenção de "fazer algo" sobre a guerra na Ucrânia, que se arrasta há mais de quatro anos, após alcançar um acordo-quadro com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Os líderes do grupo das maiores economias industrializadas do planeta debateram sobre a Ucrânia nesta terça, na presença de seu par ucraniano, Volodimir Zelensky, que lhes mostrou imagens do ataque da Rússia que incendiou, na véspera, uma catedral histórica em Kiev.
Os mandatários de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido acordaram "aumentar a pressão sobre a Rússia" através de novas sanções ao gás e ao petróleo, sua principal fonte de financiamento para os esforços de guerra, segundo uma fonte diplomática francesa.
"Em breve vamos poder fazer isso porque o petróleo já está fluindo" pelo Estreito de Ormuz, assegurou Trump à imprensa, em alusão ao aumento das sanções contra a Rússia, às margens da cúpula.
Os Estados Unidos suspenderam algumas sanções ao petróleo russo para contrabalançar a forte alta dos preços do petróleo, provocada por sua guerra contra o Irã, mas na segunda-feira anunciou um acordo com Teerã para pôr fim ao conflito e desbloquear Ormuz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e seu par canadense, Mark Carney, anunciaram novas sanções contra a chamada "frota fantasma", usada pela Rússia para transportar petróleo e outras mercadorias, apesar das sanções ocidentais.
"É fantástico que todo mundo entenda que a Rússia não vai ganhar e que devemos pressionar [Vladimir] Putin para que ponha fim a esta guerra", reagiu Zelensky, a quem o anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron, convidou para ficar até o fim da cúpula, na quarta-feira.
- Trump 47 -
O presidente ucraniano chegou a Evian nesta terça-feira com o objetivo de buscar uma reunião a sós com Trump. O último encontro entre os dois dirigentes remonta ao final de dezembro na residência do magnata americano em Mar-a-Lago, na Flórida.
Zelensky já conta com o apoio inabalável dos dirigentes europeus e canadense. O chefe de governo alemão, Friedrich Merz, se expressou em tom otimista e disse acreditar que neste G7 "poderia começar a se abrir lentamente uma janela para a diplomacia".
Para colocar o presidente americano em bom ânimo, Merz o presenteou com uma camisa da seleção alemã de futebol com seu sobrenome e o número 47, em alusão ao seu mandato como 47º presidente dos Estados Unidos.
"A Rússia deveria alcançar um acordo" com a Ucrânia, assegurou Trump à imprensa horas depois.
"A única razão pela qual me meto nisso é que não gosto de ver 25.000 jovens morrerem a cada mês (...) Admitam que tudo isso é ridículo. Então, sim, farei tudo o que puder" para encerrar o conflito, acrescentou.
- Mais meios -
Desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, a Ucrânia deu uma guinada estratégica, ao se tornar um ator-chave da indústria da defesa, especialmente graças à sua produção de drones, mas segue precisando desesperadamente do apoio ocidental.
Os líderes do G7 também vão apoiar Kiev, "proporcionando à Ucrânia meios de defesa antiaérea, meios para se proteger melhor, meios para consolidar [seus] avanços", segundo a fonte diplomática francesa.
O Reino Unido anunciou que fornecerá urânio enriquecido à Ucrânia para suas usinas nucleares.
Segundo os europeus, a Rússia, submetida à pressão das sanções internacionais, começa, por sua vez, a dar sinais de fragilidade.
Mas Putin se mantém inflexível.
Depois de buscar, em vão, uma reunião com Putin durante o G7, Zelensky propôs novamente uma reunião nos Estados Unidos, "um formato que seria mais difícil para Putin recusar", disse o ucraniano em um vídeo publicado na rede social X.
H.E.Young--AMWN