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Rebeldes houthis reportam mais de 50 ataques sauditas em várias regiões do Iêmen
Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, informaram, nesta quarta-feira (9), que mais de 40 ataques sauditas foram registrados em várias regiões do país, um dia após o grupo bombardear o reino petrolífero.
A guerra no Iêmen entre os houthis e as forças pró-governo, suspensa por uma trégua desde 2022, se intensificou nas últimas semanas. Desde o início, em 2014, o conflito provocou centenas de milhares de mortes e deixou o país mais pobre da Península Arábica em uma grave crise humanitária.
O cessar-fogo entre as partes, estabelecido em 2022, foi rompido em julho, quando o Iêmen entrou na guerra regional desencadeada pela ofensiva do fim de fevereiro dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
"Nas últimas 12 horas, aviões sauditas realizaram 54 ataques aéreos contra diversas áreas das províncias de Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida nas últimas horas",afirmou o porta-voz dos rebeldes, Yahya Saree.
Riade não comentou as acusações. Na terça-feira, as autoridades sauditas afirmaram que 73 pessoas ficaram feridas no reino em consequência dos ataques houthis, que também paralisaram temporariamente várias instalações petrolíferas.
A Arábia Saudita também reivindicou seu "direito legítimo de tomar todas as medidas necessárias para defender sua soberania".
Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), o porto de Hodeida, controlado pelos houthis, pode se tornar o "objetivo final" das forças governamentais iemenitas, apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita.
O centro de análise afirma que a cidade é "fundamental para o abastecimento civil e militar dos rebeldes" e que sua eventual queda representaria um "grande revés" para o movimento houthi.
Nesta quarta-feira, o governo emitiu um alerta sobre o risco de ataque em Khamis Mushait, uma região do sul próxima da fronteira iemenita.
As hostilidades foram retomadas em julho, quando os houthis desafiaram o controle de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao permitir que um avião iraniano pousasse no Iêmen.
O governo reconhecido pela comunidade internacional respondeu com um ataque ao aeroporto.
Desde então, os houthis multiplicaram os ataques contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governo.
Na semana passada, os rebeldes lançaram uma ofensiva com o objetivo de avançar em direção às zonas que margeiam o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.
A passagem, que liga a Ásia à Europa pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, ganhou importância desde o início da guerra no Oriente Médio, com o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã, no outro lado da Península Arábica.
Desde a quinta-feira da semana passada, os combates deixaram mais de 500 mortos no Iêmen, segundo um balanço da AFP.
F.Bennett--AMWN