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Presidente sul-coreano pede ajuda de Trump em conflito com a Coreia do Norte
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, pediu ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ajude a alcançar a paz com a Coreia do Norte, "assim como resolveu o conflito no Oriente Médio", informou nesta quarta-feira (17) seu gabinete.
Washington e Irã devem assinar na sexta-feira um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. Alguns analistas especulam que o governo Trump poderia voltar suas atenções para a Coreia do Norte.
Trump alimentou o interesse pela Coreia pouco depois de anunciar o acordo com Teerã, ao publicar nas redes sociais uma imagem sem legenda em que aparece ao lado do líder norte-coreano Kim Jong Un durante o encontro de cúpula em Singapura em 2018.
O magnata republicano também perguntou a Lee sobre os avanços nas relações intercoreanas durante uma conversa durante a reunião de cúpula do G7 que acontece na França, informou nesta quarta-feira o gabinete presidencial de Seul em um comunicado.
Durante a conversa, "o presidente Lee pediu que ele (Trump) tomasse a iniciativa para alcançar uma resolução pacífica da questão norte-coreana, tal como resolveu o conflito no Oriente Médio", acrescenta a nota.
"O presidente Trump expressou seu compromisso de trabalhar para obter a distensão", afirma o comunicado.
Lee adotou uma postura conciliadora em relação à Coreia do Norte, em contraste com seu antecessor de linha mais dura, Yoon Suk Yeol.
O Ministério da Defesa de Seul anunciou nesta quarta-feira novas normas que ampliam o acesso público à zona de fronteira altamente militarizada. O governo sul-coreano também permitirá que civis se aproximem vários quilômetros a mais da Coreia do Norte.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra depois que seu conflito (1950-1953) terminou com um armistício, e não em um tratado de paz. Desde então, os países estão separados por uma zona desmilitarizada pela qual passa a fronteira.
Uma Linha de Controle Civil (CCL) restringiu durante anos o acesso dos sul-coreanos às áreas situadas a menos de 10 quilômetros ao sul da linha divisória fortificada, com o objetivo de proteger as instalações militares.
A CCL será reduzida para uma média de 6 quilômetros, informou o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, o que aumentará o acesso para os moradores das localidades próximas, agricultores e visitantes da região.
Pyongyang, por sua vez, rejeitou reiteradamente as propostas de aproximação de Lee, ao classificar formalmente Seul como seu inimigo "mais hostil" e ao se declarar em várias ocasiões um Estado nuclear "irreversível".
Analistas consideram que as chances de uma eventual reunião entre Kim e Trump são reduzidas.
H.E.Young--AMWN